13.7.09
12.7.09
Hulk day
Uma garota tem que fazer o que uma garota tem que fazer. Chave dentro do apartamento, irmã do lado de fora (e garota, sem a chave). Documentos da irmã dentro do apartamento, concurso a ser prestado em 45 minutos. Que faz? Quebra o vidro, arromba a porta e toca o barco. Muito melhor que passar o resto da vida sendo culpada pela não-prestação do concurso.
9.7.09
A chamada da Ilustrada da Folha tem uma foto da recém inagurada estátua de cera do Michael Jackson. Olhando pr'aquele serzinho branco, tão distante do M.J dos anos 80 não consigo não pensar na Agrado: "Uma pessoa é tanto mais autêntica quanto mais se parece com aquilo que ela sempre sonhou para si mesma".
8.7.09
6.7.09
Porto Alegre, cidade proibida
Mais essa pra lista das histórias. Tentaram me assaltar sexta-feira aí pelas 18h30 no Parcão. Se fosse na Redença - que eu prefiro mil vezes mais - até entenderia. Mas o Parcão? Não é lá que ficam os guardas que não circulam por aqui?
Eu olhava calmamente um daqueles mapas do tipo "você está aqui" enquanto um colega entrevistava um cara uns metros pro lado. Do nada apareceram dois guris de bicicleta (16, 17 anos?), me cercaram e começaram "quietinha, quietinha. Passa o celular se não te dou um tiro na cabeça". Eu, que tinha uma bela Panasonic mega muster profissional atravessada, a minha máquina compacta na bolsa, carteira e afins pensei "cumã?".
Antes que desse tempo de pensar mais alguma coisa, um dos guris começou a puxar o meu casado. Foi a gota dágua. Convenhamos, ameaças de tiros va lá, agora não tentem tirar os meus botões! Saí caminhando pro lado e gritei um sonoro "Bruno", suficiente pros rapazes optarem pelo sebo nas canelas.
Parece que as coisas já não andam tão calmas em Porto Alegre town, babe.
Eu olhava calmamente um daqueles mapas do tipo "você está aqui" enquanto um colega entrevistava um cara uns metros pro lado. Do nada apareceram dois guris de bicicleta (16, 17 anos?), me cercaram e começaram "quietinha, quietinha. Passa o celular se não te dou um tiro na cabeça". Eu, que tinha uma bela Panasonic mega muster profissional atravessada, a minha máquina compacta na bolsa, carteira e afins pensei "cumã?".
Antes que desse tempo de pensar mais alguma coisa, um dos guris começou a puxar o meu casado. Foi a gota dágua. Convenhamos, ameaças de tiros va lá, agora não tentem tirar os meus botões! Saí caminhando pro lado e gritei um sonoro "Bruno", suficiente pros rapazes optarem pelo sebo nas canelas.
Parece que as coisas já não andam tão calmas em Porto Alegre town, babe.
Nadei, nadei, nadei. Chegar na piscina é uma via crúcis, mas depois que saio de lá é tudo mais bonito. O cheirinho de cloro no ar, os músculos relaxados. Corpo são, mente sã gafanhoto.
Tempo amigo
Fico aqui perdida nessas minhas perdidezas e acabo deixando o mundo todo de escanteio. Está difícil acordar, no que concordo com o Igor. Quem quer levantar levanta, mas quando a gente nada contra a corrente afogar a cara no travesseiro parece mais fácil. Preciso é voltar a levar o tempo no bico. Quem sabe assobiar por aí tempo, tempo mano velho falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio...
1.7.09
30.6.09
Esqueleto de um monopólio
Quem é a RBS de acordo com os dados do processo que o Ministério Público de Santa Catarina move contra a empresa:
Faturamento em 2006: R$ 825 milhões
Lucro líquido em 2006: R$ 93 milhões
18 emissoras TV aberta (afiliadas da Globo)
2 emissoras de TV comunitária
1 emissora de agronegócio
25 emissoras de rádio
8 jornais diários
4 portais na internet
Editora RBS Publicações
Gráfica
Gravadora Orbeat Music
Empresa de Logística ViaLog
Empresa de marketing para público jovem Kzuka
Participação em empresa de móbile marketing
Fundação de Responsabilidade Social
Mais informações, na matéria da Naira pra Adverso.
Faturamento em 2006: R$ 825 milhões
Lucro líquido em 2006: R$ 93 milhões
18 emissoras TV aberta (afiliadas da Globo)
2 emissoras de TV comunitária
1 emissora de agronegócio
25 emissoras de rádio
8 jornais diários
4 portais na internet
Editora RBS Publicações
Gráfica
Gravadora Orbeat Music
Empresa de Logística ViaLog
Empresa de marketing para público jovem Kzuka
Participação em empresa de móbile marketing
Fundação de Responsabilidade Social
Mais informações, na matéria da Naira pra Adverso.
29.6.09
Autoconhecimento
27.6.09
(...) é importante reconhecer que durante os quarenta anos de minha carreira como escritor-pesquisador eu investi pesadamente na perda de tempo." (p. 59).
Vida de escritor, Gay Talese
Vida de escritor, Gay Talese
Crônica de uma visita presidencial
Por Dani de Bem e Paula Bianca Bianchi
Com a câmera na mão dona Marisa gritava: Lula, Lula! Apesar de morar em Brasília, essa foi a primeira vez que ela conseguiu ver de perto o presidente que junto com outros 50 milhões de brasileiros ajudou a eleger. E não só viu como cheirou, beijou, abraçou e bateu foto.
Mais, no Jornal Já.
And we are back. :)
O texto ficou por minha conta e a inside histhorie - definitivamente, a parte mais legal -, pela dona Dani. Após burlar meio mundo, me oferecer pra segurar um tripé pra conseguir entrar na coletiva, pedir uma mão pra um deputado que passava e pro Olívio foi a sorte que definiu a matéria. Fui a única jornalista sem crachá a ver o presidente falar. A Dania cabou barrada por não ter uma foto 3x4 junto. God save aquela fotenha horrosa de quando eu tinha uns 14 anos e um cabelo beatlemaníaco que esqueci na carteira.
Com a câmera na mão dona Marisa gritava: Lula, Lula! Apesar de morar em Brasília, essa foi a primeira vez que ela conseguiu ver de perto o presidente que junto com outros 50 milhões de brasileiros ajudou a eleger. E não só viu como cheirou, beijou, abraçou e bateu foto.
Mais, no Jornal Já.
And we are back. :)
O texto ficou por minha conta e a inside histhorie - definitivamente, a parte mais legal -, pela dona Dani. Após burlar meio mundo, me oferecer pra segurar um tripé pra conseguir entrar na coletiva, pedir uma mão pra um deputado que passava e pro Olívio foi a sorte que definiu a matéria. Fui a única jornalista sem crachá a ver o presidente falar. A Dania cabou barrada por não ter uma foto 3x4 junto. God save aquela fotenha horrosa de quando eu tinha uns 14 anos e um cabelo beatlemaníaco que esqueci na carteira.
26.6.09
25.6.09
Bicho carpinteiro literário
Não consigo mais sentar e ler. Quer dizer, ler leio. O tempo todo. Panfletos, contos, revistas, sites. Tudo menos aquelas pequenas coisas de papel que sabem fazer da gente um pouco melhor uma página por vez.
Primeiro foi uma falta de tempo-paciência-excesso-de-outras-coisas. Depois uma dorzinha no peito que não queria saber de ver nem ouvir nada que falasse de qualquer coisa parecida com um coração. É difícil ler um livro bom que não tenha coração. Faz parte dessa tal humanidade intrínsica que insistimos em carregar pra cima e pra baixo against o niilismo do mundo.
E não li. E não lendo não tive a chance de correr outros prados mais coloridos ou não. E não ficando um pouco melhor fiquei na mesma. E na mesma lá fora começou o inverno. E...e agora tenho desesperadamente que voltar a ler bons livros, ora bolas. Se é pra ser inverno até setembro, que seja literariamente bem acompanhada.
Indicações?
Primeiro foi uma falta de tempo-paciência-excesso-de-outras-coisas. Depois uma dorzinha no peito que não queria saber de ver nem ouvir nada que falasse de qualquer coisa parecida com um coração. É difícil ler um livro bom que não tenha coração. Faz parte dessa tal humanidade intrínsica que insistimos em carregar pra cima e pra baixo against o niilismo do mundo.
E não li. E não lendo não tive a chance de correr outros prados mais coloridos ou não. E não ficando um pouco melhor fiquei na mesma. E na mesma lá fora começou o inverno. E...e agora tenho desesperadamente que voltar a ler bons livros, ora bolas. Se é pra ser inverno até setembro, que seja literariamente bem acompanhada.
Indicações?
23.6.09
Bibliografia internética
Sites com textos ensaísticos de política internacional indicados pelo João Batista Natali, autor do curtinho "Jornalismo Internacional".
Le monde Diplomatique www.monde-diplomatique.fr
Haaretz www.haaretzdaily.com
Brooking Institution www.brok.edu
International Crisis Group www.intl-crisis-group.org
Center for Strategic and International Studies www.csis.org
New York Review of Boocks www.nyboocks.com
Londo Reviwm of Boocks www.lrb.co.uk
Fundação Nieman www.nieman.havard.edu da Universidade de Havard
Iraq Occupation Watch www.occupationwatch.org
Foreign Affairs www.foreignaffairs.org
Atlantic Monthly www.theatlantic.com
International Institute for Strategic Studies www.iiss.org
Le monde Diplomatique www.monde-diplomatique.fr
Haaretz www.haaretzdaily.com
Brooking Institution www.brok.edu
International Crisis Group www.intl-crisis-group.org
Center for Strategic and International Studies www.csis.org
New York Review of Boocks www.nyboocks.com
Londo Reviwm of Boocks www.lrb.co.uk
Fundação Nieman www.nieman.havard.edu da Universidade de Havard
Iraq Occupation Watch www.occupationwatch.org
Foreign Affairs www.foreignaffairs.org
Atlantic Monthly www.theatlantic.com
International Institute for Strategic Studies www.iiss.org
22.6.09
Da mágica das palavras bem colocadas
Funciona assim. Tu cata as informações, junta tudo num texto de preferência elegante e palatável e aquilo que era nada - ou apenas um amontoado de impulsos elétricos - se torna alguma coisa, e se bobear, alguma coisa capaz de mudar alguma coisa.
Depois vem dizer que o bom jornalismo não é importante, vem.
É um pouco como cozinhar, sim. Com a diferença que tu não mexe só com meia dúzia de estômagos.
Depois vem dizer que o bom jornalismo não é importante, vem.
É um pouco como cozinhar, sim. Com a diferença que tu não mexe só com meia dúzia de estômagos.
20.6.09
Você precisa saber da piscina, Da Margarina, da Carolina, da Gasolina...
Esse blog entreou em coma sazonal na hora em que decidi que a minha vida não cabia mais aqui. E ainda não decidi se cabe ou não. Esse troço de querido diário sempre me incomou mas o que sou eu se não o que faço e vivo o tempo todo?
*
Quer saber? Eu apostei alto pra caramba, sim. E quebrei a cara, ora bolas. Acontece.
Esse blog entreou em coma sazonal na hora em que decidi que a minha vida não cabia mais aqui. E ainda não decidi se cabe ou não. Esse troço de querido diário sempre me incomou mas o que sou eu se não o que faço e vivo o tempo todo?
*
Quer saber? Eu apostei alto pra caramba, sim. E quebrei a cara, ora bolas. Acontece.
17.6.09
16.6.09
Pra que(m) serve o movimento estudantil?
Saindo de nada e com o objetivo de chegar a lugar nenhum, da onde vem esse desencanto tremendo com o movimento estudantil – ao menos o desencanto que eu percebo na Fabico?
Indo por aí, dá onde vem esse desencanto fabicano com o mundo?
Uma vez conversando com uma amiga perguntei o que essa faculdade tinha feito com a gente. A resposta dela ainda ecoa na minha cabeça. "Essa faculdade acabou com todos os nossos sonhos"
Mas babe, os nossos sonhos não tem a obrigação de serem maiores que uma faculdade?
Outra amigo complementou. "Hoje eu sou uma pessoa sem ideais." E não era um choramingo, só uma constatação. Outro foi mais longe e disse que um dia ele acordou e percebeu que mais um pouco virava niilista.
Fui num congresso de comunicação em Canoas nesse feriadão, coisa de vinte de minutos de Porto Alegre. Contando comigo, o encontro teve a ilustre presença de dois estudantes da UFRGS. Afinal, porque raios os fabicanos iriam se preocupar em debater o rumo da comunicação que eles vão/ajudam a fazer?
A sensação que eu tenho é que aprendemos a nos preocupar mais com o trabalho que vem depois do curso, em criticar a torto e a direito a faculdade, os professores, o mundo, por que não?, do que necessariamente nos esforçar para mudar alguma coisa.
Mas me digam uma coisa, se não for pra acreditar agora a gente vai acreditar quando?
Alguém me devolve os meus ideiais, que com o sem poeira preciso deles pra fazer sentido.
* Os questionamentos sobre o movimento estudantil e a minha emocionante entrada e um coletivo que disputa as eleições da UNE fica pra outro post.
** Sorry pelo exageros de interrogações, mas a minha cabeça anda um exagero de interrogações.
Indo por aí, dá onde vem esse desencanto fabicano com o mundo?
Uma vez conversando com uma amiga perguntei o que essa faculdade tinha feito com a gente. A resposta dela ainda ecoa na minha cabeça. "Essa faculdade acabou com todos os nossos sonhos"
Mas babe, os nossos sonhos não tem a obrigação de serem maiores que uma faculdade?
Outra amigo complementou. "Hoje eu sou uma pessoa sem ideais." E não era um choramingo, só uma constatação. Outro foi mais longe e disse que um dia ele acordou e percebeu que mais um pouco virava niilista.
Fui num congresso de comunicação em Canoas nesse feriadão, coisa de vinte de minutos de Porto Alegre. Contando comigo, o encontro teve a ilustre presença de dois estudantes da UFRGS. Afinal, porque raios os fabicanos iriam se preocupar em debater o rumo da comunicação que eles vão/ajudam a fazer?
A sensação que eu tenho é que aprendemos a nos preocupar mais com o trabalho que vem depois do curso, em criticar a torto e a direito a faculdade, os professores, o mundo, por que não?, do que necessariamente nos esforçar para mudar alguma coisa.
Mas me digam uma coisa, se não for pra acreditar agora a gente vai acreditar quando?
Alguém me devolve os meus ideiais, que com o sem poeira preciso deles pra fazer sentido.
* Os questionamentos sobre o movimento estudantil e a minha emocionante entrada e um coletivo que disputa as eleições da UNE fica pra outro post.
** Sorry pelo exageros de interrogações, mas a minha cabeça anda um exagero de interrogações.
8.6.09
O sertão é dentro da gente
"O correr da vida embrulha tudo,
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem!
(tinha faltado um pedaço)
O que Deus quer, é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre e amar no meio da alegria. E ainda mais alegre, no meio da tristeza. Todo caminho da gente é resvaloso, mas cair não prejudica demais, a gente levanta, a gente sobe, a gente volta."
(Guimarães Rosa)
Famiglia
Eu já disse, provavelmente não vou cumprir, mas se fosse pra escrever um livro eu faria um só com as histórias e estórias da família do meu pai.
Hoje à tarde veio uma tia-avó lá em casa acrescentar mais uma pra longa lista de casos da estirpe - a mesma tia-avó que liga pra ambulância de madrugada pra avisar que está morrendo e espera os paramédicos com a mesa do café posta.
E não é que a tia fez o tio rezar dois terços antes de qualquer coisa na noite de núpcias?
Valha-me deus!
Hoje à tarde veio uma tia-avó lá em casa acrescentar mais uma pra longa lista de casos da estirpe - a mesma tia-avó que liga pra ambulância de madrugada pra avisar que está morrendo e espera os paramédicos com a mesa do café posta.
E não é que a tia fez o tio rezar dois terços antes de qualquer coisa na noite de núpcias?
Valha-me deus!
E vamos falar do tempo, que é o que sobra conversar quando já não se sabe o que dizer. E vamos esperar. E vamos sarar, que sempre se sara, mais ou menos cedo.
Mesa de bar
"A sociedade não está pronta para o jornalismo. Se o jornais decidissem fazer jornalismo de verdade virava tudo de cabeça para baixo em duas semanas."
De um colega jornalista
De um colega jornalista
3.6.09
31.5.09
Mais uma noite no hospital - ontem foi a vez da mãe ficar por aqui. A parte boa. Tá 5 graus lá fora e aqui tem calefação. A parte ruim. Eu já falei do sofá?
30.5.09
29.5.09
Dear Paulo
Vinte e quatro horas no hospital acompanhando meu pai e quem parece doente sou eu. E dificil perceber isso, mas ele ta ficando velho. Os cabelos cada vez mais brancos, reareando, uns fios de rabugisse no agir que nao estavam ali ha um tempo atras. Na maca, com o camisolao e os milhares de soros saindo do braço ele parece tao pequeninho.
Nao e nada serio, mas tambem nao e nada banal. Apos uma vida abusando da sorte, da força e da boa saude o joelho direito jogou a toalha e teve que ser substituido por uma protese.
As enfermeiras passam por aqui a cada duas horas, volta e meia levanto para arrumar as cobertas e ver como vai o soro e a dor. Roubei um pijama dele, confortavelmente folgado devido aos nossos 40 kg de diferença, e estou pronta para uma noite longa no sofa.
Dia 17 ele fez 60 anos. Por mim vivia mais 60.
Nao e nada serio, mas tambem nao e nada banal. Apos uma vida abusando da sorte, da força e da boa saude o joelho direito jogou a toalha e teve que ser substituido por uma protese.
As enfermeiras passam por aqui a cada duas horas, volta e meia levanto para arrumar as cobertas e ver como vai o soro e a dor. Roubei um pijama dele, confortavelmente folgado devido aos nossos 40 kg de diferença, e estou pronta para uma noite longa no sofa.
Dia 17 ele fez 60 anos. Por mim vivia mais 60.
27.5.09
Being there
Estava há pouco menos de duas horas brincando de filmar moradores de rua numa boca lá da Farrapos. Pro profissão repórter só faltou a estrutura da Globo e o Caco Barcellos.
Vi o pessoal pegar a pedra, acender, fumar e até tive que dar satisfações do que raios estava fazendo com a máquina ligada.
E? E coisa nenhuma, só sei que é being there que as coisas acontecem, e não dentro da redação. Já dizia Robert Cappa. "Se a foto não está boa o bastante é porque você não está perto o bastante". Santa adrenalina Batman, essas coisas viciam.
E não falo do crack.
Vi o pessoal pegar a pedra, acender, fumar e até tive que dar satisfações do que raios estava fazendo com a máquina ligada.
E? E coisa nenhuma, só sei que é being there que as coisas acontecem, e não dentro da redação. Já dizia Robert Cappa. "Se a foto não está boa o bastante é porque você não está perto o bastante". Santa adrenalina Batman, essas coisas viciam.
E não falo do crack.
23.5.09
Babe, não sei direito onde anda o nó. Se é no estômago, na alma, ou no coração. Só sei que ando um nó só.
Friday night lives
Rosa amarela desenhada (diz o García Marquez que só consegue escrever com uma do lado, desespero a parte, ao menos os lápis-de-cor nunca me abandonam), check. Enxaqueca plus drugs to enxaqueca, check. Vinho no lugar da água, check. Nem idéia de por onde começar, check.
Agora só falta o texto de gênio.
Agora só falta o texto de gênio.
22.5.09
17.5.09
Escrever, meu bem. Escrever
Varda questo* blog. Bonitinho, mas sem conteúdo. Procurando ler um pouco da Cris, vi uma duvidinha que pinta por aqui com frequência. Escrever qualquer coisa ou não escrever nada - já que as tiradas geniais e o humor parecem ter migrado pra longe - ?
Well, por enquanto, ver um filme. Depois penso a respeito.
*forma fonética do italiano pão com chimia lá da serra para "olha só este"
Well, por enquanto, ver um filme. Depois penso a respeito.
*forma fonética do italiano pão com chimia lá da serra para "olha só este"
10.5.09
Melhor declaração
"A gripe suína não é o bicho."
Osmar Terra, secretário da saúde do Rio Grande do Sul em coletiva de imprensa sobre a doença
7.5.09
"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma!"
Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll
Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll
3.5.09
1.5.09
Sextiando
Num momento de falta de inspiração para posts e egocêntrismo descarado decidi colocar aqui no blog as minhas matérias para a Sextante 2008/2 (em breve quero colocar também o especial 3x4 Índios). A revista é uma produção desses vagabundos bem intecionados do fim do curso de jornalismo da UFRGS.Cada semestre, a turma escolhe um tema e viaja/escreve sobre ele. Ano passado decidimos trabalhar com perfis. Tem pra todos os gostos. De indigente a palhaço, passando por um maestro cego, personagens de quadrinhos, vassouras e por aí vai.
Gostei bastante do resultado e dá um orgulho danado ver os textos de todo mundo reunidos numa revista tão bacana. No fim, a Sextante é mais um fotografia do que nós somos ou éramos ano passado e termina por ser, junto com a 3x4, um documento muito maior que a monografia da nossa passagem pela faculdade.
González, Aurélio González
Na época, entrevistei ele pensando em escrever sobre os negativos (que negativos? Pois leia o texto, ora bola carambola!), mas me embananei e fiquei sem gancho para colocar o Aurélio em um jornal diário. Continuei com a história na cabeça e por dificuldades geográficas não pude falar com ele de novo, mas assim que surgiu a idéia de fazer uma revista sobre perfis acendeu a luzinha "Aurélio". O resultado é o texto que segue. *
Aurélio González desembarcou no Uruguai com 33 liras e a roupa do corpo, graças a bondade da tripulação do navio italiano em que embarcou como clandestino, fugido de um Marrocos dividido, faminto e em guerra. Os marinheiros simpatizaram com o rapaz de apenas 17 anos – e aparentemente não muita coisa na cabeça –, e ao invés de jogá-lo no mar o jogaram entre os hermanos, mas não sem antes passar o chapéu e garantir que Aurélio ao menos não iria passar fome.
As liras valiam ouro perto dos pesos uruguaios do pós-guerra, e foram suficientes para que Aurélio se mantivesse. De bico em bico, foi fazendo amigos. E foi uma dessas pessoas iluminadas que lhe deu a primeira câmera e a profissão que iria carregar como missão pelo resto da vida: fotógrafo.
Continue lendo...
Estudante, militante, judeu, ateu, comunista, exilado
Um pedaço da história de Jaime Rodrigues
O título ainda é um problema. Prometo que se algum diz pensar em um melhor faço uma retratação pública e renomeio o texto. Ele fez tanta coisa que nem eu nem os quatro pseudo-editores da revista conseguimos ficar com uma definição só.
Um pouco depois que escrevi o perfil o Jaime foi anistiado e teve o diploma reconhecido, o que também mudaria a matéria. Por preguiça e falta de tempo, faltou o asterisco lá no fim contando esse detalhão. A anistia foi uma alegria muito grande pra família e pros amigos que acompanharam essa história de perto. Não consigo escapar nos meus pruídos anti-anti-dictadura. Foi muito bacana perceber que o país começou a emergir do esquecimento. *
Jaime Rodrigues, 64 anos, é uma dessas nem tão muitas pessoas que teve a vida virada do avesso por causa do golpe de 64. Militou no movimento estudantil, no partidão, na clandestinidade. Saiu do país antes que a coisa ficasse preta a ponto de ter que vestir um paletó de madeira. Viveu o Chile de Allende, a Europa pós-maio de 68 e a incerteza de saber se poderia voltar para casa. Voltou. Ajudou a fundar o PT. Militou mais um pouco. Viu o Lula perder três eleições e ganhar a quarta. Viu o PT balançar e quase perder o rumo. Chorou. Agüentou no peito. Continuou lutando. Fez dois filhos no meio do caminho. Hoje anda por aí com uma pasta de couro cheia de papéis debaixo do braço e um diploma de história, já que o de urbanismo concluído no estrangeiro não serve mais para muita coisa, a procura de um emprego normal. Militando ainda. Sonhando sempre.
Continue lendo...
P.S. O link pros textos completos também vai ficar ali na barrinha lateral onde diz "Do bloquinho" junto com outro apanhado de matérias não necessariamente publicadas por aqui.
29.4.09
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